Formação do pré-sal

Sua formação ocorreu há mais de 100 milhões de anos, durante o processo de separação dos continentes sul-americano e africano. A descoberta comercial deste recurso ocorreu em 2006 e abriu novas possibilidades para a exploração e produção de petróleo em águas ultraprofundas no país.
Imagem representando os poços Tupi, Iracema, Búzios e Mero

Campos de Produção

As reservas do pré-sal ocupam uma área de aproximadamente 150.000 km², entre os estados de Santa Catarina e Espírito Santo.  Os campos de produção estão localizados principalmente em duas bacias: Bacia de Santos e Bacia de Campos. A profundidade total – a distância entre a superfície do mar e os reservatórios de petróleo abaixo da camada de sal – pode chegar a 7 mil metros.

 

Para a produção no pré-sal, a Petrobras utiliza plataformas flutuantes do tipo FPSO (unidades de produção, armazenamento e transferência de petróleo). De uma forma geral, os poços apresentam alta produtividade.

Bacia de Santos

A Bacia de Santos é uma das áreas de exploração e produção da Petrobras em águas ultraprofundas. Nossas atividades do pré-sal na Bacia de Santos se iniciaram com a aquisição de blocos nos anos 2000. Três campos se destacam dos demais pelo volume de produção: Búzios, Mero e Tupi. Conheça a seguir.

Campo de Búzios

Este é o maior campo produtor de petróleo do país. Seu reservatório tem espessura de até 480 metros e extensão de 852 km².

A maior plataforma de petróleo do Brasil também fica em Búzios: a FPSO Almirante Tamandaré, com capacidade de produzir até 225 mil barris de petróleo por dia (bpd). 

Campo de Mero

Aqui será implantado o primeiro Sistema de Separação de Alta Pressão Submarina (HiSEP®), que, após autoconsumo no FPSO, reinjeta toda a produção de gás com 45% de teor de CO2 no reservatório.

Está localizado na porção noroeste do bloco de Libra, onde atuamos em consórcios com outras empresas do setor. Produção atual de aproximadamente 650 mil barris por dia.

Campo de Tupi

Foi onde extraímos o primeiro óleo do pré-sal na Bacia de Santos. 

A produção de Tupi/Iracema tem um dos menores níveis de emissão da indústria global, 9,7 KgCO2e/boe.

Estão previstos 16 novos poços até 2030, sendo 12 produtores e 4 injetores.

Dados Operacionais Recentes

Em 2025, a produção de pré-sal atingiu 2,56 milhões de barris de óleo equivalente por dia (da produção própria) e 3,88 milhões na produção operada. A plataforma FPSO Almirante Tamandaré registrou produção diária de mais de 250.000 barris.
Imagem representando as camadas até o pré-sal

O que é o pré-sal?

A camada pré-sal é composta por rochas sedimentares que foram formadas há mais de 100 milhões de anos com a separação dos atuais continentes sul-americano e africano. Com essa separação, surgiram grandes depressões que deram origem a diversos lagos, que, mais tarde, foram conectados aos oceanos. 
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Nas regiões mais profundas destes lagos, começaram a acumular grandes quantidades de matéria orgânica de algas microscópicas. Esta matéria orgânica, misturada a sedimentos, formou o que são as rochas que geram o óleo e o gás do pré-sal. 

Conchas e rochas calcárias e os reservatórios de pré-sal

Nas partes mais rasas destes lagos, em grandes ilhas lacustres, surgiram as chamadas conchas calcárias, que se acumularam cada vez mais com o passar do tempo. Mais pra frente, essas conchas "ganharam a companhia" de depósitos de estromatólitos, que nada mais são do que tipos de algas que formam rochas calcárias. Tanto as conchas calcárias quanto as rochas calcárias originam os principais reservatórios do pré-sal.

A camada do pré-sal

Por causa do clima árido daquele tempo, a evaporação intensa da água marinha provocou a acumulação de sais, o que criou a camada do pré-sal,  uma espécie de proteção que impedia que o petróleo "escapasse" e chegasse à superfície.

A profundidade do pré-sal

A profundidade total do pré-sal chega a 7 mil metros, o equivalente à altura do ponto mais alto da Cordilheira dos Andes! Os investimentos em pesquisas e inovações para desenvolver tecnologias nos permitiram produzir petróleo no pré-sal.

Tecnologias de Produção

A produção em águas ultraprofundas incorpora diversas tecnologias desenvolvidas pela Petrobras em parceria com a indústria:
Imagem representando o processo de aquisição sísmica 4D

Aquisição Sísmica 4D

Sistema que utiliza ondas ultrassônicas e sensores posicionados no solo marinho para capturar dados tridimensionais e a variação temporal do comportamento dos fluidos no reservatório. Estes dados permitem decisões sobre estratégia de perfuração e otimização de produção.

Fotografia de uma mulher sentada em frente a vários telõess do Centro Geológico de Operação e Automação.

Poços de Aquisição
​​​​​​​de Dados

Poços perfurados com objetivo de mapear com precisão os limites do reservatório e ampliar o conhecimento sobre sua extensão e características geológicas.

completação inteligente de poços

Completação
​​​​​​​Inteligente

Metodologia que permite instalar sensores e sistemas de monitoramento em tempo real do desempenho dos poços. Esta abordagem reduz o tempo de construção em aproximadamente 15 dias e reduz custos operacionais.

Imagem em 3D de sistema submarino da Petrobras, composto por linhas flexíveis.

Sistemas Submarinos
Avançados

Desenvolvimentos incluem Árvore de Natal Molhada (ANM 2.0), sistemas de injeção simultânea de água e gás (WAG loop), e métodos de recuperação secundária com CO2. Estes sistemas aumentam a produtividade e o fator de recuperação dos reservatórios.

Foto da FPSO Almirante Barroso com pôr-do-sol ao fundo

Plataformas FPSO de
Alta Capacidade

Unidades flutuantes para armazenamento e transferência de petróleo com capacidade aumentada. A plataforma FPSO Almirante Tamandaré alcançou desempenho 
de 270.000 barris/dia em 2025. Esta unidade possui certificação de redução de impacto ambiental em seu ciclo de vida.

Fotografia de operações offshore da Petrobras.

Programa CCUS

O Sistema de Separação de Alta Pressão Submarina (HISEP®) permite capturar CO2 no momento da extração e reinjeta o gás no reservatório. O programa foi reconhecido como o de maior volume em escala global de captura e armazenamento de CO2.

Fotografia do Supercomputador Pégaso da Petrobras.

Inovações
​​​​​​​Complementares

Investimentos adicionais incluem: supercomputadores para processamento de dados sísmicos e modelagem de reservatórios; inteligência artificial para aprimoramento de imagens e otimização de projetos; uniformes inteligentes com sensores para monitoramento de segurança; sistemas CCUS (captura, uso e armazenamento de CO2); realidade virtual para modelagem de campos; perfuração remota de poços; plataformas eletrificadas com redução de até 20% em emissões de gases; e robôs para inspeção de instalações.

Ilustração da campanha de Transição Energética

Demanda Energética e E&P

A Agência Internacional de Energia (AIE) prevê uma demanda global de 20 milhões de barris de petróleo por dia em 2050, sendo que este volume ainda não foi descoberto. A exploração em pré-sal permite produção de energia com operação segura, eficiente e de custo competitivo.

Retornos financeiros da produção em pré-sal contribuem para investimentos em fontes renováveis de energia. 

Perguntas frequentes

Tire suas dúvidas sobre o pré-sal